26 junho 2007

SAUDADE

Há muito não te vejo, nem com olhos tapados.
Que aconteceu à tua voz
que, como árvore caindo
na floresta distante,
nem som parece despertar?
Tento exagerar
ao recordar-me de ti,
enquanto o teu ambiente me acaricia
sem que os meus pensamentos impeçam
momentos de amor, património nosso...
Onde? Onde? Onde estás?
Viver na memória não serve,
perguntas só valem
quando conhecemos resposta.

Espero que gostem.

19 junho 2007

EM VIAS DE EXTINÇÃO

É com uma certa mágoa que constato que o nosso blog está em vias de extinção!
Compreendo que nesta época de exames, alguns membros não tenham muito tempo livre para lhe dedicar, mas somos tantos, e todos com gosto pela escrita! Assuntos não faltam.
Os desafios foram uma óptima ideia, mas, (sem querer apontar o dedo a ninguém , a quem servir a a carapuça que a enfie!) , estagnaram. E isso desmotivou todos os membros.
Mas não pudemos deixar morrer assim, por falta de interesse, o nosso espaço.
Apelo á colaboração de todos para que volte a ter a actividade que havia há um tempo atrás.
Escrevam sobre qualquer assunto, enquanto aguardamos o lançamento de um novo desafio.

13 junho 2007

A propósito da nossa velhinha

Fim do banco
A idade vai comendo a vida.Vai ratando o futuro, e nós (eles) a verem.Acorda-se com um dia a menos, e adormece-se com um dia a mais.O calendário vai-nos mudando o corpo.Vai-nos empurrando as costas, para a queda ser pequena.Os velhos sabem de cor o chão.Como quem sabe que está quase a chegar lá.Desde que perdi a minha avó, que ganhei o respeito por quem mora no terceiro andar da idade.Perde-se para ganhar.E assim foi. Emociona-me.Que vida inteira pode ser sentada sozinha, num banco de jardim?Com a idade, nunca escolhem o meio, sempre o fim do banco.Em crianças, teriam-se sentado na outra ponta?E deixam-se estar.Respiram como podem. Os olhos já não procuram nada. Já viram tudo.Vão guardando o passado em rugas, para libertar a cabeça.Em que pensam?Na morte? Os velhos não vivem. Deixam-se viver.Os filhos já tem a vida deles, não os querem.Tem de ir viajar e fazer compras para o jantar."O pai tem estado bem? Então vá, um beijinho."Picaram o ponto, e para eles está feito.Os novos choram com o corpo todo, gritam e fazem caras de quem sofre.Os velhos choram só com os olhos, que o resto não se vê.E assim o fazem, no fim do telefonema.Ninguém os quer com as doenças cheias de idade.As mãos da idade cheiram a tudo, com as veias cansadas de mostrar o sangue a toda a gente.As pernas vão perdendo caminho.Os braços deixam de abraçar.O coração começa a falhar, já bateu demais mesmo para quem amou pouco.Vai-se esquecendo de bater.E uma noite, sem avisar, desaprende.Desliga os olhos e atira o corpo para o fim.Ocupam agora o banco todo.Do principio ao fim, todo ele é corpo.E os filhos, cansados de telefonar, resmungam.Morreram oitenta e dois anos, e nem mais um dia.A cidade não pára, o mundo não interrompe, nada.Os filhos enterram vinte anos, e guardam os outros sessenta e dois.Os últimos vinte davam trabalho e de pouco valiam.Não tem vagar para os guardar.Mas de hoje em diante, esses vinte vão acordá-los todos os dias.Até se deitarem sozinhos no banco que os vai deitar.
posted by Bruno Nogueira @
Segunda-feira, Junho 11, 20

01 junho 2007

Parabéns!

Noquinhas, acho que deve ficar a constar (também) do nosso blog!!! Parabéns! A nossa menina tirou a carta de condução no dia 30 de Maio de 2007... Agora é dar umas voltinhas, sem medo de ir a lado nenhum, não pegar estradas de ponta e .... auto-confiança qb.

Jão, também deve ficar registado que o rapaz teve a melhor nota da turma (penso eu que num exame que era a nivel nacional, sim porque não foi ele que me disse :(... Parabéns! Espetino! eheheheeh

Rinha, a orgulhosa :)